Green IT

Data:26/07/2010

TI Verde - É uma prática sustentável de produção, gerenciamento e descarte dos equipamentos eletrônicos, bem como economia de energia elétrica.

Envolve desde a fabricação, se aproveitando de métodos para produzir que sejam menos nocivos a natureza, como por exemplo, reduzir os níveis de substâncias químicas utilizadas para a produção dos equipamentos; aparelhos eletrônicos que consumam menos energia.

A administração e utilização da TI Verde esta ligada a parte que trata de como uma empresa utiliza e gerencia seus equipamentos da área de TI. Isso abrange a compra de equipamentos que consumam menos energia, bem como também podemos citar a utilização de papel reciclado, e uma redução nos índices de impressão.

Descarte Inteligente - Compreender a maneira correta de se desfazer dos equipamentos, cuidando para que eles não sejam simplesmente jogados em aterros sanitário comuns, onde, em conseqüências das substâncias químicas contidas nos hardwares, pode haver risco de contaminação do solo e da água.

O melhor a ser feito é a reciclagem, ou simplesmente a doação dos equipamentos, assim que estiver encerrada sua vida útil. No mais, as empresas que adotam os parâmetros da TI Verde só tem a ganhar: recentemente, o governo do estado de São Paulo adotou critérios "verdes" para contratações públicas, como forma de reduzir a emissão de resíduos tóxicos; economia do consumo de água e energia; valorização da transparência da gestão; implementação de técnicas menos nocivas ao meio-ambiente, entre outras.

Mais um ponto para empresas de política "verde" – além da redução de custos, uma reputação "sócio-ambiental" correta, pode ser um atrativo a mais para clientes que apóiam a causa ‘verde’.

Vejamos um exemplo, Energia em desktops :

A maioria das atenções na área de economia de energia está em pequenos laptops e grandes servidores, mas também é possível economizar em desktops comuns. Sistemas que consomem menos de 80 watts geralmente são difíceis de otimizar, mas computadores que gastam 100 watts (sem incluir o monitor) tem espaço para melhorar.

A forma mais fácil de economizar energia no sistema é comprar um monitor LCD. Monitores de tubo (CRT) consomem entre 60 e 80 watts em uso, enquanto os LCD usam somente 25 a 35 watts, dependendo do brilho e do contraste. Se for preferível manter o velho CRT, não se esqueça de ativar o descanso de tela e selecionar "desligar a tela" como opção nele. Isso reduziu o consumo do monitor do nosso laboratório em 65 watts. Mesmo que o computador não transmita qualquer sinal (em modo de descanso por exemplo), o monitor CRT ainda consome alguns watts.

A tela desligada não tem grande efeito sobre o gasto de um LCD, mas o modo de suspensão (suspend) tem: telas LCD modernas gastam menos de 1 watt nesse estado. Com um uso diário de oito horas, o monitor CRT consumirá 8 x 365 x 80 watts por ano, ou seja, 233 kWh. O modo standby (16 horas a 6 watts x 365 dias) adicionará mais 35 kWh. Se o custo da energia for de 28 centavos por kWh, o CRT custará R$ 75,00 de luz por ano, contra aproximadamente R$ 22,00 do LCD.

A CPU e a placa de vídeo também são importantes gastadores. Se você não usa programas 3D, um chip de vídeo onboard é a melhor opção. Um driver especificamente projetado para o dispositivo em questão também pode ajudar a diminuir o seu consumo.

Um disco rígido consome entre 8 e 12 watts. Muitas máquinas antigas utilizam dois ou mais discos, pois os usuários acrescentam discos para incrementar o armazenamento. Substituir três discos pequenos por um moderno de 500 GB pode economizar 20 watts. Evite deixar CDs ou DVDs no leitor, a menos que sejam necessários. Alguns programas acessam esses dispositivos na inicialização. A maioria dos leitores de DVD gasta 20 watts para serem ligados e 30 watts em operação.

Outras práticas que compõem a TI verde

Além da redução de consumo, temos a virtualização, que aumenta drasticamente a eficiência dos processos computacionais.

As soluções de virtualização já se tornaram parte obrigatória do portfolio de todas as grandes empresas de TI. Naturalmente, com o valor da virtualização tão alto, rapidamente os principais fabricantes de softwares de virtualização foram adquiridos por grandes empresas.

Em relação à fabricação de computadores, já existem vários modelos à venda que alegam não utilizar metais pesados em sua fabricação. Os fabricantes mais antenados estão abandonando os plásticos e metais em troca de materiais naturais: há modelos de laptops com gabinete feito de fibras de bambu e madeira, por exemplo.

E por último, o software que também participa disso. O mercado de programas têm avançado significativamente em relação à otimização do processamento, de forma a realizar menos operações para efetuar cada tarefa, ou simplesmente realizá-las todas de uma vez para manter o processador em modo de economia de energia por mais tempo.

Os softwares desenvolvidos de forma colaborativa, chamados de softwares livres, naturais ou orgânicos, têm crescido constantemente, e são a última palavra em otimização. Por exemplo:

O ERP da Contmatic, o Orion Phoenix. Desenvolvido com tecnologia WEB propiciando sua utilização através das nuvens (Internet) ou até mesmo através de equipamentos Thin Client , ou seja, utilizando a virtualização dos desktops. Com isso, é possível obter maior controle nas ações executadas pelo usuário na estação de trabalho, além de reduzir o custo de energia elétrica, hardware e software por estação.

Prof. Esp. Renato Rodrigues Daniel, CCNA, FCP, ITIL, COBIT, PMBok - Consultor, Professor universitário das faculdades FIAP, UNICID, Drummond e João 23, orientador acadêmico, Professor voluntário da Fundação IDEPAC desde 2005. Atuando a 10 Anos na area de Tecnologia da Informação.